sexta-feira, 16 de outubro de 2009

crise..intestinal invertida...

O telefonema:

Amílcar (quase recém-mestrado em Eng Electrotécnica e Computadores) - "Bom dia, (...) e gostaria de saber se existem contactos entre a embaixada portuguesa e a indústria Alemã, afim de que a minha integração profissional seja acompanhada/auxiliada".

Embaixada portuguesa na Alemanha - "Pois, não aqui não temos nada disso".

Amílcar - "hmm... então talvez um fórum ou uma associação onde haja contacto entre portugueses residentes na Alemanha e que possam dar feedback de como começaram".

Embaixada - "Pois, isso também não. E sabe como é, isto está difícil. É a crise".

-----Pára o crlh* do mundo-----------

O Amílcar é um novato nestas andanças. Inclusivamente, é ignorante ao ponto de não saber como ir para um país novo, procurar um trabalho de que realmente goste. É ignorante, ainda ,ao ponto de não saber todas as áreas de actuação de uma Embaixada. Mas é humilde ao ponto de perguntar e tem força de vontade para furar, pesquisar, aprender, ganhar contactos - MEXER-SE - e não ficar encostado a um canto a queixar-se de que não há oportunidades sem nunca ter tentado.
Numa demonstração de sensibilidade, conhecimento e patriotismo, a par de um reconhecimento de vontade, diria que fora do comum , o Senhor Embaixadas, do alto da sua crise... intestinal invertida (visto que a merda lhe sai pela boca) cai no lugar comum que já todos conhecemos - "A crise".

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Mas o Amílcar furou e foi aprendendo, e mexeu-se. É um facto que ainda não tem nada. Mas talvez venha a ter. E de cabeça erguida voltou a Portugal, lugar que nunca rejeitou, lugar que ama, per si, e por lá viverem aqueles que lhe dizem tudo na vida.
Veio para terminar o tal mestrado, já só lhe falta entregar o relatório de 100 páginas que nunca ninguém vai ler, o artigo resumo de 10 páginas em Inglês, para a faculdade ter o seu prestigio, o resumo que o júri vai ler. Depois, a apresentação perante um júri que vai avaliar o tal documento de 100 páginas que dificilmente leu integralmente.
O caso estranho revela-se quando o júri é nomeado. Um tal senhor, que não da aulas no instituto, que não esta listado nos departamentos do referido e que se assume praticante duma actividade desportiva violenta (daquelas com objectivos pacifistas e morais) e amante do hobby que é neste momento tão "fervorosamente" praticado por 80% da população e que, assim, vai perdendo toda o seu misticismo, que é a fotografia. Até aqui tudo bem, cada um é como cada qual. O pior acontece quando o orientador de Amílcar lhe diz: "Prepara um balde de 5L de vaselina, que o gajo é fdd".

----------O mundo continua parado desde há bocado---

Todos os outros alunos são avaliados por alguém que de algum modo conheceu os seus projectos. E que nalguns casos até já lhes leccionou cadeiras. O Amílcar vai ser avaliado por um prof. de outro instituto, que nunca o viu, que nunca viu o seu projecto e que foi escolhido por "ser o que melhor se adequa a projectos multidisciplinares e ser o mais rigoroso".
Parafraseando Miguel Veloso (futebolista) : - "Existem aqui dualidade de critérios diferentes".
O Amílcar agradece o conselho do seu orientador e informa que já comprou o tal balde.

-------Roda o mundo outra vez-------------------

3 comentários:

  1. Ora grande Amílcar, em relacao a primeiro ponto, caga na Europa.. Aqui em Africa é q o bussiness do carro é que esta a dar! no que se refere ao 2o ponto, proponho o que eu fiz.. levas a tropa toda para a discussão e afim de intimidar o juri!

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  2. Ora tenho a dizer que o Amilcar se vai sair bem em qualquer parte do Mundo!! seja na europa em Africa.. na jamaica (estou a ouvir o nosso amigo BOB) ou na china!!

    Quanto ao 2 ponto, tenho a dizer que o prof em questão vai ler a tua tese 2xxx, de seguida vai reler. Levar 10 ou 40 postits colados ao documento (para te intimidar), vai-te falar de coisas que tu nem imaginas (porque ele próprio também é um génio) e depois vai ser justo na nota! Digo isto, só e apenas porque o conheço pessoalmente!

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  3. amílcar tens sempre lugar como livescout na betradar com o onofre, esse espírito livre que tem 0% de probabilidades de fazer a tese com um professor que conhece, porque nao conhece nenhum.

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