sexta-feira, 9 de outubro de 2009

I put on for my city

Acordas, rotina higiénica normal, preparação de um pequeno almoço demasiado comprimido para ser saudável, ligas a televisão, e... árabe... turbantes, barbas e , camelos. Danças desconcertantes, pessoas diferentes. O mundo é uma aldeia, é uma aldeia para trabalhar mas encontras-te agora demasiado longe das pessoas que gostas. Para isso o mundo é enorme. Preso a uma ideia de uma vida melhor separaste-te de toda a gente que não conseguiste afastar pela tua capacidade inata de desagradar, de não aturar, de dizer tudo o que pensas, de magoar, de te isolares. Mesmo assim, pessoas existem no mundo aos quais deves toda a admiração, por te aturarem. Contigo arrastaste meia duzia de pessoas no teu coração, estás no entanto no coração de mais meia dúzia que se preocupam contigo e te vêm tal como tu os vês a eles. Demasiado independentes para precisarem de ti, mas lá, para sempre.

Continuei a fazer zapping , saí finalmente do canal Al jazeera - obrigado TV cabo - e ainda estou em Lisboa. VH1, está a nelly furtado a cantar em espanhol. Agora sim estou confuso, tenho medo - Fodeste-me bem TV cabo.

Um grande abraço aos meus amigos exilados cada um pelas suas razões. Sejam oportunidades profissionais, oportunidades de vida, ou o pacote completo.
Porque cá as boas oportunidades de trabalho escasseiam, e apararentemente, fazendo uma análise estatística pelas preferências de alguns de quem gosto bastante, a boa mulher portuguesa também está escassa.

Um dia também eu serei um exilado.

2 comentários:

  1. clap clap clap clap *o publico espalhado pelos 4 cantos do mundo ovaciona de pé* clap clap clap.

    sacana vou ler esta merda no teu funeral se morreres antes de mim, mas duvido: tem de ser dentro de 18 meses porque prometi a mim mesmo num blog que tinha. a razao é porque é tudo mais espectacular assim, saíndo como uma auto lenda.

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  2. puto... vem também!! à MALUCA MESMO!!! :)

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