quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

What you feelin' now

Passa pouco das 5 da manhã. Entre o estudo e os tons ritmados, o cansaço já vai ganhando o seu lugar. Desvio a atenção por uns segundos e a mente divaga. Sinto que quero escrever algo mas acabo porém a ler algo que alguém escreveu. Deparo-me com uma problemática piegas mas bem real - Inspiração Super Bock, Little Lion Man, e vamos lá. A eterna luta de aceitar o menos perfeito sem nos sentirmos condenados à mediocridade. O aceitar algo ou alguém com os seus defeitos, sem que tal afecte o nosso sentido de realização. Na verdade e no sentido lato aplicável a qualquer campo da minha vida.

O eterno perseguir de algo.

Na verdade pretendo que isto seja um hino à realização conformada ou a uma conformidade realizada. Uma resignação confortável. O evitar da enorme tentação humana à tentativa permanente de tudo por a seu gosto, de mudar, de moldar, de manipular, de distorcer no limite da frustração. O distorcer por vezes para destruir pela frustração do aperceber que a realidade não pode mais ser moldada. Que algo ou aquilo é na realidade assim, que um ser não passa de um ser quando a consciência perde o seu domínio. Consciência essa moldada inconsciente e descontroladamente. O ser é porém, na sua parte mais intrínseca, livre. Não temam. Creio que será jamais por nós alcançável.

Que importa? Divaguei.

Aproximação à ideia principal, note to myself, é por vezes melhor apreciar tudo como tudo é do que viver permanentemente na ânsia de tudo cruzar o ideal impossível que para tudo estabelecemos. O saber apreciar tudo o que já alcancei, tudo o que já vivi, tudo pelo que passei é característica que de mim não faz parte. O passado é para mim sempre uma caixa negra que sempre escondo debaixo da cama e onde não quero aceder. Esforços infrutíferos.

Alguns pensamentos já vêm no entanto acompanhados de um sorriso realizado. Tudo o que já vivi, tudo o que senti, e todas as experiências que se fundiram na minha personalidade.

Não me sinto no entanto preparado para aceitar a mediocridade, audácia talvez relacionada com a tenra idade que me dota de uma inconsciência astuta. De um faro para a vida e pelo desafio.
A sorte protege os audazes? Verdade. Sempre o senti. Sigo no entanto com a coragem de alguém que sabe hoje ser incapaz de ignorar algo menos que perfeito. Provas dadas nesse campo.

E as biforcações, essas, poderão vir dotadas de 3 caminhos.

Parei para apreciar e dei valor ao que tenho. Hoje. Outra vez. Foi por mim criado. Com audácia.

O que tive, alguém to distorceu, mas nunca aos meus olhos, nunca no que senti e por isso jamais para mim.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Call it what you want

Learn to define your own path, don't forget what you think will matter most at the end of the line. Enjoy the unpredictable and try to make the most of even the normal adversities of life. These can also be life sketching experiences and give birth to important decisions.

Try to be rational up to the point that your rationality only becomes an obstacle. Following what you believe is best for you, is the only way to really feel fulfilled. Prioritize. Never neglect your first priority. Life is short, make sure everyone will remember you the way you want to be remembered. And enjoy, as much as you can.

domingo, 11 de dezembro de 2011

And they sayin' I'm back, I'd agree with that

Definitivamente a música do final deste ano.

Porquê? Porque assenta que nem uma luva.
Não me alongo em detalhes. Quem conhece o passado e o presente sabe.

Aos daqui.


"
I might be too strung out on compliments
Overdosed on confidence
Started not to give a f-ck and stop fearing the consequence
Drinking every night because we drink to my accomplishments
Faded way too long I’m floating in and out of consciousness
And they sayin’ I’m back, I’d agree with that
I just take my time with all this shit, I still believe in that
I had someone tell me I fell off, ohh I needed that
And they wanna see me pick back up, well where’d I leave it at
I know I exaggerated things, now I got it like that."


"(...) You better do what you suppose to do
I'm like why I gotta be all that but still I can't deny the fact that it's true"

"(...) Then she wanna ask when it got so empty
Tell her I apologize it happened over time."

They know, They know, They know...

Bravo Drake.

Alles Klar.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Sara ... Sara ... #2

Bem pior que o Stromboli, as erupções de afecto da Sara ocorreram até à data uma vez antes e uma vez depois de Cristo - em parte motivado também pela sua condição médica só recentemente diagnosticada. Começa por Aut, não sendo ela um auto-carro, e acaba em ismo.

Claro está, antes de cristo não há testemunhas e ninguém acredita que realmente tenha acontecido.

Assim como que vinda do nada - inactiva ha 35 minutos, para a Sara é vinda do nada -, no dia 16/09 supreeendeu-me assim:

Sara: tu es bom rapaz!
eu: ?
15:48 Sara: so tava a dizer
q tu es boa pessoa
15:49 eu: wow sara
estou tocado
15:50 Sara: ?
so n qro q fikes a pensar o contrario
por causa d 1 ou 2 raparigas
es mm boa pessoa
e ainda n souberam dar t o valor q merecias!
15:51 precisas d alguem q compreenda a lavagem cerebral que nos temos
segundo o miguel nos temos algum tipo d lavagem cerebral durante o curso q n funcionamos cm as outras pessoas
ele n nos considera normais
pelo menos até aqui

Quero que saibas Sara, que este post é a prova de que fiquei verdadeiramente emocionado e que a tua erupção emocional apanhou-me completamente desprevenido tendo uma reacção que cai confortavelmente na categoria do aparvalhada.

Ciente do esforço sobre-humano e contra-natura que tu fizeste, assim retribuo que eu também gosto muito de ti e se, motivado pelas vicissitudes da vida já tivemos as nossas divergências, hoje está tudo enterrado e nutro por ti o maior carinho possível.

Tens a tua tag neste blog!

Sara ... Sara ...

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

'Cause I'm Mr Brightside

Fazendo uso de uma expressão de um grande amigo,

está a ficar de dia... :)

Terça-feira, 4 de Janeiro de 2011 @ Fancy Footwork, Um blog do crlh*

"Com o fardo da responsabilidade de viver que intrinsecamente é parte de ti não consegues evitar sorrir."

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Visões sábias da vida # 322342

18:52 :
olha vai cagar ao mar
cagar no mar é como dizer à vida, ou mudas tu, ou mudo-te eu
depois a corrente muda contra ti e percebes que estavas melhor antes

O truque é cagar agarrado as rochas do pontão.
A corrente é sempre mais fraca e qq coisa saltas fora!

domingo, 18 de setembro de 2011

O carácter relativo do "excelente"

Memórias.

Memórias de uma doçura imensurável e o vazio. A saudade torna-se sufocante. Pensamentos avulsos de ideias confusas. Direcções racionais de caminhos que não queria realmente percorrer.
Os 90% do meu coração querem agora ser controlados pelos 10% da minha racionalidade. Nunca foi a minha parte dominante, não será agora.

Não renego o sofrimento que advém do sentimento que teima em partir. É cedo dizem eles. Sim é verdade, bem o sei. O sufoco estará presente a termo indefinido. "Não renegues a dor, absorve-a, aprende e segue em frente" - dizia-lhe eu. Essa mesma frase é verdade agora para mim.

Aprendi sim.

Já estive do teu lado. Sei seres mais racional que eu.
Sei que tens saudades.
Tal como eu, esperavas em breve poder ter uma vida diferente.
Sei não estar a ser fácil também para ti. Dávamos ambos um imenso valor ao que sentíamos bem patente nos nomes carinhosos que trocávamos que agora me ecoam aos ouvidos nestas difíceis manhãs.

Ficaram as memórias de dois anos fantásticos que contigo passei. Ficam as fotografias para mais tarde recordar.

Sim, juntos, éramos excelentes.

Não serei jamais a pessoa que pintaste para partir.

Mas, orgulhosamente preso na minha condição humana, continuarei ad eternum a cometer erros e terei o perdão guardado num cantinho especial pronto a usa-lo quando a situação se inverter e esse alguém o merecer.

Mudarei sim ao máximo com o bom que deixaste, recusar-me-ei a mudar com esta espiral de sofrimento. Anseio por mais um alto e baixo na minha vida, sem medo.

Se tão baixo caí, foi porque bem alto subi.

E ainda mais alto subirei para ainda mais baixo voltar a cair.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

I wear my heart upon my sleeve, like a big deal

Foi tudo um sonho.

Um sonho de uma vida picture perfect que pendurei na parede das minhas variadas casas fora.
Sonhava voltar, mas tinha outros sonhos. Ordenados de uma forma que na altura fazia sentido.
A prioridade numero 1 não precisava de o ser na altura.

Chegou o dia de fazer as malas e trouxe comigo o quadro da minha vida picture perfect.

Estava na hora de ela ser real.

Uma vez cá pendurei-o de forma atabalhoada.
Na verdade pendurar quadros nunca fora a minha especialidade.

Uma vez cá, as tintas perderam a vida e a imagem ficou difusa.
Fiquei somente eu para o lembrar contorno por contorno.

Nele constava uma unica imagem, simbolizava um passado, promessas e projectos.
Feitos tangiveis.


Num dia de ventos quentes e sufocantes, bastou um sopro involuntário.

O quadro caiu e a parede ficou vazia.

Reproduzio-o sozinho o melhor que soube, e voltei a pendura-lo.

Mas a parede continuou vazia.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Foi assim em 99.

"You wake up at Seatac, SFO, LAX. You wake up at O'Hare, Dallas-Fort Worth, BWI. Pacific, mountain, central. Lose an hour, gain an hour.

This is your life, and it's ending one minute at a time.

You wake up at Air Harbor International. If you wake up at a different time, in a different place, could you wake up as a different person?"


"I see all this potential, and I see squandering. God damn it, an entire generation pumping gas, waiting tables; slaves with white collars. Advertising has us chasing cars and clothes, working jobs we hate so we can buy shit we don't need.
We're the middle children of history, man. No purpose or place.
We have no Great War. No Great Depression. Our Great War's a spiritual war... our Great Depression is our lives. We've all been raised on television to believe that one day we'd all be millionaires, and movie gods, and rock stars. But we won't. And we're slowly learning that fact.

And we're very, very pissed off. "

To say the least Tyler.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O carlos martins....


O melhor jogador da época em que fomos campeões.

Foi o casaco...

Que febre é esta que atravessa toda uma classe de se 'engravatarem' como se fossem a uma entrevista na Nasa.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Cronica de um mundo as avessas #1

Noticia no JN

"Centenas de habitantes empobrecidos e seropositivos do reino da Suazilândia, sul de África, estão a comer excremento de vaca nas zonas rurais para evitar que a medicação com retrovirais seja efectuada com o estômago vazio."

"Registámos que há doentes que estão a comer essa mistura nefasta porque os ARV que lhes fornecemos têm de ser ministrados após uma refeição"

Sem medo de expor toda a minha cretinice de europeu de pes quentes proprio de quem vive em França ha quase 4 meses nao consigo evitar pensar:

.Previligiamos a cura do HIV em relaçao a fome. Com que sentido? Nao sera a fome mais mortal?
.Quantos pacotes de arroz conseguiriamos comprar com uma unica dose de retrovirais?
.Se a vaca caga, é porque come, se ela come, porque comem o que ela caga e nao a vaca ou o que ela come? Nao devera propriamente comer coco.
.Se nao a comem comerao mais tarde depois de gorda mas comeram coco ate la.

Sou um cretino, mas consciente. Isto nao bate certo.
Nao anseio pela perfeiçao moral e serei certamente mais perfeito moralmente do que muitos.
Nao terao no entanto que nascer duas vezes para chegar ao meu nivel.

Estas pessoas nao sao ajudadas solidariamente. Sao vitimas da ganancia humana aos mais diversos niveis.

Sao so cobaias.

Artigo completo em:
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1935493

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Sara... Sara...

No outro dia, as minhas fundações abalaram.

A Sara apelidou de modo Pedro Campos o discurso directo destrutivo em modo auto-contemplativo.

Para ela, não interessa eu ser melhor, ele foi primeiro.

Segundo um livro que li recentemente é amplamente errado tentar dissociar 'Pedro Campos' e 'Discurso directo auto contemplativo destrutivo' da cabeça desta criatura. Ainda segundo o livro que li, tal teria efeitos catastróficos na minha market share na área de 'Discursos directos auto contemplativos destrutivos'. Outra vez segundo o livro que li este aconselha sim a criação de uma nova categoria.

Assim depois de muito pensar - demasiadas viagens nos passados nx1000 dias (sentido depreciativo, estou farto) - decidi tornar-me o primeiro na categoria de Discurso directo auto contemplativo destrutivo c/insulto gratuito.

A ideia é ao mesmo tempo que me reduzo a um pedaço de merda, fazer sentir a pessoa que me está a seguir no raciocinio um pedaço de merda, mas pisada. Sendo o primeiro nesta categoria, para o crlh* se não for, remeto esta ideia simples á vulgar inclusão de um 'mas tu...' no final de todas as frases que me rebaixem ao nivel de bosta de cão - proferidas por mim, lá está.

Estou no entanto a quebrar a regra de extensão de linha - o tema partilha demasiadas palavras. Mas que porra, nunca segui mais do que uma duzia de regras na minha vida - o livro diz que apenas seria capaz de enumerar 7 - e este livro tem 22 (são precisas 4 pessoas para as enumerar).

E agora Sara? Posso ser leader de mercado uma vez na vida?

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A maldição da camisa

Crise de 1/3 de idade - sublinhe-se o meu sempre característico optimismo.

A partir do dia em que usares camisa no teu dia a dia será sempre uma guerra para usares uns ténis minimamente cool - situação aqui em causa, uns air max.

Podes sempre argumentar que a idade te estragou o calcanhar e que estes eram os unicos ténis disponíveis e favoráveis do ponto de vista ortopédico na loja do bairro.

Ficam aqui uns comentários bem giros:

"Agora vais ser um hibrido estranho, é tipo um carro que é barco tás a ver, é esquisito."
"Isto é para ficares mais alto?"
"Ele é beto e os betos não usam air max, é tipo o Foca de sapatos de vela."

lol

Adoro-vos*

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O rating4all

Refens da nossa propria estupidez vitimas da hipocrisia dos outros.

Mas sempre e para sempre vitimas.


Pessoalmente acho as agencias de rating absolutamente indispensaveis. Talvez no caso particular em que classificam os riscos associados as dividas soberanas não tanto assim.
Mas quantos não precisaram ja de um heads up?
Não seria optimo se pudessemos ver alguem ou algo na nossa vida decair 3 nives directamente na categoria de 'lixo'. Uma pessoa, uma relaçao, uma atitude.
Absolutamente a vista de todos.

No caso da divida soberana e do meu pais em particular acho que so atrapalha. Estas agencias aparentemente sao todas americanas e dizem os grandes senhores catedraticos que existe um complo contra o euro. Essa moeda forte, sustentada por uns poucos que arrastam as costas outros tantos. Nao seriam estes mais fortes se nao fossem sobrecarregados com a sustentabilidade de paises mais fracos, ou perderiam formas seguras de aplicaçao do seu capital? Afinal porque se queixam tanto estes senhores fortes do euro e porque fazem o choradinho hipocrita quando é o BCE que orienta as suas taxas de juro pelos ratings dessas empresas malvadas.

Um risco de incumprimento mais elevado, um rating de lixo e uma taxa de juro mais alta, e afinal quem beneficia? E quem sai prejudicado?
Absolutamente asfixiados pela sobrevivencia e pagamento tranche a tranche fica para tras a geraçao de riqueza. Cai o PIB com tanta austeridade. Mas esperam que venhamos a pagar os créditos que contraimos.

Certamente.

Nao sejamos coitadinhos. Nao somos os filhos mal comportados dos senhores do norte.
Somos um buraco confortavel ondes os senhores do norte enfiam dinheiro a 5%.

Somos a naçao controlada economicamente pela nossa propria estupidez.
Mas hipocrisia...

.|.

Futebol lesbião

Jogadoras de futebol do Togo e Camarões desaparecem na Alemanha.

Caiu a noite.

E tambem deve ser lixado encontrar 28 raparigas de cor alternativa - por estas bandas - num pais de altos e loiros.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A minha dúzia de relações de amizade perdidas no mundo do face

Quem me conhece sabe perfeitamente que eu não tenho facebook. Sim, sou o tal info-excluido de quem vocês ouvem falar mas ninguém acredita realmente que exista. Tenho no entanto um emprego e uma vida normal - Obrigado deolinda, e tal como vocês dizem a verdade é que o vosso "bem" faz-me tão mal.
Este sábado tive um prazer especial, ao saber que um aliado de força partilhava a mesma opinião que eu. Saiu no expresso com o titulo "uma sociedade doente" pela mão do Sousa Tavares.

Segue a música e começa o grande som "Anda desliga ao cabo, que liga a vida a esse jogo, joga comigo um jogo novo , com duas vidas um contra o outro". E a verdade é que esses senhores de 500 relações de amizade nesse imenso mundo que é o mundo do sr Zucaberg pensam 500 vezes em estabelecer uma conversa olhos nos olhos com um mero ser no meio da rua pelo simples medo da rejeição social, essa mesmo que todos cremos não existir no mundo do senhor zucaberg ou que de certa forma atinge um estado de longe mais tolerável para aquele monstro que é o nosso ego - mas que na hora da verdade se transforma no menor objecto de interesse para qualquer ser.

Ora apesar de religiosamente todos os sábados ler o artigo deste senhor não o considero dono de toda a verdade e nesse sentido tambem neste artigo encontrei várias coisas que não concordei mas sem particular interesse para a coisa.

Não pretendo ser tão radical com os utilizadores do facebook até porque tenho amigos a manter e as coisas que me toleravam por estar com a lingua solta, ou bebado - desde dificultar actuais relações (x3) a estragar futuros casamentos, CRLH AQUILO NUNCA IA DAR EM NADA (x2) - não me toleram agora por já não mais estar bebado ao pé deles.

Não tenho facebook mas o meu comportamento em nada de se altera. Sou uma pessoa intro-extro-vertida compulsiva género pescada de rabo na boca - no entanto afável. Por não ter facebook lido com cuidado com as poucas relações de amizade que tenho. Por não serem 500 o trabalho é menor, mas dá muito mais prazer e o abraço de um amigo(a) é algo que aprendi a dar mais e mais valor com a idade. Estarei perto para a semana.

De todos sinto a falta sem excepção.

sábado, 28 de maio de 2011

Sondagens e afins

Estou farto de sondagens. São sondagens atrás de sondagens com distanciamentos de 3% 4% e depois uma semana depois já são 2,5%. Não quero saber e acho um abuso. Acho inclusivamente parvo porque 1/3 dos envolvidos são sempre os mesmos porque já ninguém atura esta malta. O povo não vota, o povo vota porque é bonito, o povo está zangado com a classe politica e não faz nem um voto consciente nem um voto responsável. O povo não percebe bem esta treta da democracia. Fruto de um movimento pacifico, digno e pleno em principios humanos. Está agora entregue à real vontade da conspurcância e da maldicência. O que fazer? Ignorar as campanhas eleitorais. Centrar-se nos programas de cada partido. E durante o mandato, o que fazer? Cruzar o que foi sugerido com o que foi feito. E basta.

No entanto fica a dúvida. Sendo eu um eleitor consciente, responsável e na medida do possível, informado, consiguirei eu votar em alguém?
E votando, não é o meu voto absorvido pelos votos não informados que tanto valor têm como o meu?

Contratar paquistaneses brasileiros e africanos para uma intervenção do secretário geral do partido não representa bem o que é a democracia hoje em dia?

Disparar afirmações de referendos idiotas que na verdade não se pretende cumprir apenas para ganhar eleitorado não representa o que é a democracia hoje em dia?

Não caiam no entanto no erro de pensar que o futuro do pais poderá passar à volta destes intervenientes. Não é possivel no actual sistema. Mas vos digo que não existem primaveras ocidentais porque depois deste sistema não sabemos para onde ir.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Quando os caminhos se apresentavam sinuosos, tu estavas lá.

Pai,

Obrigado por me teres feito sócio do Benfica, por me teres levado ao estádio, por me teres comprado uma bandeira maior que eu e por me teres deixado colar o poster da equipa na parede do meu quarto - ainda hoje tem as marcas - quando fomos campeões em 93/94.

Assim não fui do Sporting e não tenho que aturar isto.

http://www.gostodisto.com/?p=2293

sábado, 12 de março de 2011

12 de Março - Geração à rasca (id est: sem mortalhas)

25 de Abril, revolução dos cravos.

Se o 12 de Março fosse uma revolução seria a da folha de cânhamo.
Ou então eram fevras. Não sei.

À rasca, à rasca, mas dinheiro para droga não falta.

Poupei-me a demagogias e hipocrisias, outros não se deram a esse trabalho.

sexta-feira, 11 de março de 2011

And his name's Cudi

Momento de partilha musical convosco.

http://www.youtube.com/watch?v=7xzU9Qqdqww

O que há de bom nesta música?
Tudo.


"People Told Me Slow My Road I’m Screaming Out Fuck Thaat
Imma Do Just What I Want Lookin’ Ahead No Turnin’ Back
If I Fall If I Die Know I Lived It To The Fullest
If I Fall If I Die Know I Lived And Missed Some Bullets"

"I’m On The Pursuit Of Happiness
and I Know Everything That Shines Ain’t Always Gonna Be Gold
I’ll Be Fine Once I Get It; I’ll Be Good"

"You Don’t Really Care About The Trials Of Tomorrow
Rather Lay Awake In A Path Full Of Sorrow"

Bravo Cudi.

quinta-feira, 10 de março de 2011

melting head status

O que conta no trabalho nao é o que fazes mas o estilo com que o executas!

Sorri, o tempo todo, ri-te mais do que todos na tua sala, e todos vao querer a tua posicao!

Caso nao seja exactamente como descrito acima, passarás por estúpido e por regra um estúpido é sempre feliz e desculpado (e nao é para isso que todos lutamos?)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Bissau History X

Hoje naquela minha ânsia de fugir ao estilo de vida sedentário que vocês tão bem sabem abomino dirigi-me ao único ginásio que existe em bissau.
O sporting clube da Guiné.
Ao entrar, logo fui recebido de forma calorosa com os cerca de 33 graus que enchiam o ginásio.
Afinal de contas para que se quer um ar condicionado quando se podem abrir as portadas para um clima ameno de 35 graus lá fora?
Fui recebido por um rapaz porreiro, que me explicou como tudo funcionava por ali.
Quando já nos tínhamos despedido com o cumprimento local -já está dominado - , ele decide fazer a apresentação.

Com a mão no peito diz:
-Boi.

Imediatamente me veio à cabeça responder "De merda".

Mas eu ficaria para sempre o "de merda" naquele ginásio e ele com a parte cool.
Ficar o "de merda" era também chato para os cumprimentos do dia a dia.

Se bem que sempre que me perguntassem:
Posso usar esta máquina "de merda"?
Sentiria um secreto sabor a vitória.

Nesta altura já o rapaz se perguntava porque revirava eu os olhos fitando o tecto e esfregava o queixo em tom pensativo com um sorriso parvo.

Disparei a resposta diplomática aborrecida.
-Miguel.


Ah e Bissau. Eu sou branco. Eu sei.
Dava para adivinhar pelos meus pais.
Tão cedo não vai mudar.
Não precisam de se juntar 40 50cents numa rua escura de terra batida esburacada com garrafas na mão para mo dizer.
Mas compreendo que assim na eventualidade de isso me chatear se sintam mais corajosos.
Não vá eu ser um branco fo"&#%o da brandoa de Bissau e tu um preto betinho de Telheiras, de Bissau.
Até porque no corpo envergava uma daquelas t-shirts com um dos bonecos de farrapos da opel,em boxers. Nunca se sabe o que vai na cabeça de um branco assim.

Provavelmente querias só celebrar a inter racialidade aplicando uns biqueiros amigáveis a la América Proibida.

Não me apeteceu passar o resto da minha vida a sopa e omeletes.
Combinámos para outra noite.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Short one LV 1

Se a parede fosse o chão o meu quarto era enorme.

Mas ao menos a malária passeia-se lá em cima e eu durmo descansado cá em baixo.

I could have given you everything you wanted.

Irmãos,

Se se quiserem juntar aqui ao dread em bissau há lugar para todos.
O que não falta é terra. Sem nada.
O que há mais por aí é sitios para curtir. Com uma dúzia - mesmo - de putos a pedir com ar esfomeado a olhar para ti enquanto comes uma bifana no pão do lado de lá da cerca do café. Acenam. Não queres nada do que eles vendem. Não sabes o que has-de dar porque tens medo de influenciar a ordem natural das coisas.
Venham para cá. A sério aqui é à grande !

A miséria, a fome, a iliteracia, as epidemias, a poeirada...

Por exemplo hoje vi um tuga que, eh pa pronto, em qualquer parte do mundo teria um cão,
ele tinha um preto. O Henrique.

Não sabem a história do Henrique. Não censurem.

É outra cultura.

Cultura de gente nobre. De ambições próprias. Para eles temos muito mas nada do que é nosso lhes interessa ao ponto de virem roubar. O que temos para eles consegue-se a trabalhar. Só não sabem como ter o nosso emprego. Não sabem sequer como ter um emprego.

Não sabem sequer o que é ter três e quatro ofertas de emprego e recusa-las porque somos bons demais para trabalhar e suficientemente bons enquanto trabalhamos para merecermos o subsidio.
O facto de terem sido uma colónia Portuguesa não lhes ensinou nada.

Porque terá sido?

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

nheca nheca nheca

Gostaria de vos apresentar o meu mundo.

Há um ano atrás: "criseintestinal-invertida"
Agora: Em berlinde a trabalhar, fode-te embaixadas!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

qwertz sucks!

me: eu nem sou de coiso, mas pronto e para tb nao dizeres cenas antes que suceda algo, digo-te já que as evidencias estao à vista senao tb nao eram evidencias, pk a evidencia é factual e nao uma abstraccao fruto da subjectividade, ao contrario do que muitos juizes julgam, porque é esse o seu dever como era teu dever já teres reservado uma viagem para me vires dar por evidentemente visitado!
Joana: lool
gosto de ti por seres um atrasado mental

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

fancy footwork

Ousaste sonhar.

Estabeleceste um rumo, apontaste armas e seguiste. Deixas para traz todos os que de ti gostam. Alguns soltam sorrisos pensando que aquelas duas vezes que te verão durante o ano serão suficientes para colmatar a tanta falta que lhes fazes. Outros deixam escapar a orgulhosa emoção que surge ao dizer adeus a alguém que claramente se precisa mais do que aquelas duas vezes por ano. Quanto a ti. Estás motivado, e por isso és forte.

Por isso dizes o adeus, e mudas-te. A adaptação é rápida e indolor. Estableces rotinas e novas ligações. Olhando para ti diria que és demasiado bom a adaptares-te. Carregas contigo o desafio de compensar a responsabilidade de viver com a ambição de ser alguém um dia. Para ti.

Com o fardo da responsabilidade de viver que intrinsicamente é parte de ti não consegues evitar sorrir. E sorriste, com esta pessoa, com aquela, naquela estação, no aeroporto, na disco que desprezavas no teu próprio país. Ali era diferente, toda a gente te dizia alguma coisa porque ninguém falava a tua lingua. Foste aqui, ali, arriscaste. Foste responsável.

Ousaste viver.

Sorriste até na despedida porque disseste um até breve.

Mas mentiste.