quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Sara ... Sara ... #2

Bem pior que o Stromboli, as erupções de afecto da Sara ocorreram até à data uma vez antes e uma vez depois de Cristo - em parte motivado também pela sua condição médica só recentemente diagnosticada. Começa por Aut, não sendo ela um auto-carro, e acaba em ismo.

Claro está, antes de cristo não há testemunhas e ninguém acredita que realmente tenha acontecido.

Assim como que vinda do nada - inactiva ha 35 minutos, para a Sara é vinda do nada -, no dia 16/09 supreeendeu-me assim:

Sara: tu es bom rapaz!
eu: ?
15:48 Sara: so tava a dizer
q tu es boa pessoa
15:49 eu: wow sara
estou tocado
15:50 Sara: ?
so n qro q fikes a pensar o contrario
por causa d 1 ou 2 raparigas
es mm boa pessoa
e ainda n souberam dar t o valor q merecias!
15:51 precisas d alguem q compreenda a lavagem cerebral que nos temos
segundo o miguel nos temos algum tipo d lavagem cerebral durante o curso q n funcionamos cm as outras pessoas
ele n nos considera normais
pelo menos até aqui

Quero que saibas Sara, que este post é a prova de que fiquei verdadeiramente emocionado e que a tua erupção emocional apanhou-me completamente desprevenido tendo uma reacção que cai confortavelmente na categoria do aparvalhada.

Ciente do esforço sobre-humano e contra-natura que tu fizeste, assim retribuo que eu também gosto muito de ti e se, motivado pelas vicissitudes da vida já tivemos as nossas divergências, hoje está tudo enterrado e nutro por ti o maior carinho possível.

Tens a tua tag neste blog!

Sara ... Sara ...

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

'Cause I'm Mr Brightside

Fazendo uso de uma expressão de um grande amigo,

está a ficar de dia... :)

Terça-feira, 4 de Janeiro de 2011 @ Fancy Footwork, Um blog do crlh*

"Com o fardo da responsabilidade de viver que intrinsecamente é parte de ti não consegues evitar sorrir."

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Visões sábias da vida # 322342

18:52 :
olha vai cagar ao mar
cagar no mar é como dizer à vida, ou mudas tu, ou mudo-te eu
depois a corrente muda contra ti e percebes que estavas melhor antes

O truque é cagar agarrado as rochas do pontão.
A corrente é sempre mais fraca e qq coisa saltas fora!

domingo, 18 de setembro de 2011

O carácter relativo do "excelente"

Memórias.

Memórias de uma doçura imensurável e o vazio. A saudade torna-se sufocante. Pensamentos avulsos de ideias confusas. Direcções racionais de caminhos que não queria realmente percorrer.
Os 90% do meu coração querem agora ser controlados pelos 10% da minha racionalidade. Nunca foi a minha parte dominante, não será agora.

Não renego o sofrimento que advém do sentimento que teima em partir. É cedo dizem eles. Sim é verdade, bem o sei. O sufoco estará presente a termo indefinido. "Não renegues a dor, absorve-a, aprende e segue em frente" - dizia-lhe eu. Essa mesma frase é verdade agora para mim.

Aprendi sim.

Já estive do teu lado. Sei seres mais racional que eu.
Sei que tens saudades.
Tal como eu, esperavas em breve poder ter uma vida diferente.
Sei não estar a ser fácil também para ti. Dávamos ambos um imenso valor ao que sentíamos bem patente nos nomes carinhosos que trocávamos que agora me ecoam aos ouvidos nestas difíceis manhãs.

Ficaram as memórias de dois anos fantásticos que contigo passei. Ficam as fotografias para mais tarde recordar.

Sim, juntos, éramos excelentes.

Não serei jamais a pessoa que pintaste para partir.

Mas, orgulhosamente preso na minha condição humana, continuarei ad eternum a cometer erros e terei o perdão guardado num cantinho especial pronto a usa-lo quando a situação se inverter e esse alguém o merecer.

Mudarei sim ao máximo com o bom que deixaste, recusar-me-ei a mudar com esta espiral de sofrimento. Anseio por mais um alto e baixo na minha vida, sem medo.

Se tão baixo caí, foi porque bem alto subi.

E ainda mais alto subirei para ainda mais baixo voltar a cair.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

I wear my heart upon my sleeve, like a big deal

Foi tudo um sonho.

Um sonho de uma vida picture perfect que pendurei na parede das minhas variadas casas fora.
Sonhava voltar, mas tinha outros sonhos. Ordenados de uma forma que na altura fazia sentido.
A prioridade numero 1 não precisava de o ser na altura.

Chegou o dia de fazer as malas e trouxe comigo o quadro da minha vida picture perfect.

Estava na hora de ela ser real.

Uma vez cá pendurei-o de forma atabalhoada.
Na verdade pendurar quadros nunca fora a minha especialidade.

Uma vez cá, as tintas perderam a vida e a imagem ficou difusa.
Fiquei somente eu para o lembrar contorno por contorno.

Nele constava uma unica imagem, simbolizava um passado, promessas e projectos.
Feitos tangiveis.


Num dia de ventos quentes e sufocantes, bastou um sopro involuntário.

O quadro caiu e a parede ficou vazia.

Reproduzio-o sozinho o melhor que soube, e voltei a pendura-lo.

Mas a parede continuou vazia.