Não, não te consigo controlar. Verdade, não te consigo vencer.
Deambulas loucamente sem te conseguir prender.
Estás aqui comigo, depois, já estás algures no mundo junto ao mar e de repente naquela cidade, naquela vila.
Tu sim és livre, livre até de quem te carrega em cima dos ombros. De quem te fez crescer.
Acordas um dia tímida, lenta, focada, ao fim do dia ganhas asas e segues ao sabor do vento.
Aterras no mar e soltas velas, segues à bolina, para ti jamais à deriva.
No teu rumo que deixa todos os demais desconcertados, desgovernados.
Encontras fundamento racional no imaginário mas não tiveste no entanto raiz em nada negativo.
Dizem-to que juntos moveríamos montanhas, mas nada disso te importa. A minha oscilação traz-te já a satisfação egoísta que procuras. Dizes-me bom dia, boa noite, olá nas tuas mais diversas formas e feitios, linda de olhos verdes, linda de olhos castanhos, revolta de azul, espuma branca para a sedosa areia que me pões por baixo dos pés.
Pões-me água salgada na cara, pões-me sedosos beijos no rosto, pões-me memórias perfeitas nos olhos e fazes-me sorrir. Pões-me memórias perfeitas nos olhos e sufocas-me.
Eu trabalho quando tu deixas, eu estudo quando tu queres, eu descanso quando estás adormecida.
Pões-me sonhos em frente dos olhos e eu ouso sonhar.
Pões-me sonhos em frente dos olhos e eu não quero acordar...
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Mt BOM!!! Parabéns!!
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