Escrito a 31.07.2011 na viagem de TGV de Paris para Nantes no meu kindle e recuperado hoje a caminho de Berlim.
Começas a perseguir os teus sonhos e acabas longe de tudo o que amas sendo a tua vida um recurso limitado de dimensão desconhecida. Cresce logo uma confusão óbvia de resposta simples:
O que sempre sonhaste não foi estar permanentemente longe de cada uma das pessoas que amas.
Questionas imediatamente as tuas motivações e a razão da tua ambição. Ambição essa desmesurada na medida que surge apenas da falta de termo comparativo. Algo que tu achaste que te assentaria que nem uma luva numa determinada fase da tua vida. Infelizmente o tempo de maturação desse sonho atravessa diversas fases dessa mesma vida. Conclusão outra vez demasiado simples:
Questionar permanentemente tudo o que sentes e daí tirar uma conclusão só ajuda quem lê. Para quem sente é sempre uma atitude inconclusiva. Este desabafo ganha contornos ridiculos na medida em que não busca compreensão.
Preciso de uma pausa. Recarregar baterias e voltar a apontar. Assim será em breve.
Não estamos no mesmo barco, nem estaríamos mesmo com situações de vida idênticas. A forma de viver tomo-a como propriedade e criação minha e só minha. As ilações que tiro são assim também minhas e só minhas. Sim partilho-as sem vergonha. Não esperem nunca de mim nada mais que o mais genuíno.
O caminho que sigo é de minha autoria por nunca ter sido vivido desta forma e quando vergar, vergarei apenas em prol de um novo caminho que se apresenta menos inquestionável na felicidade para mim e para quem me acompanha. Mas jamais vergarei por algo tão egoísta como a fraqueza.
Assim estava a 31 de Julho de 2011...
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